Desde a infância sempre fui um admirador da música clássica. Sempre achei um espetáculo tudo aquilo que envolve uma apresentação de Orquestra Sinfônica: os solistas, o maestro, os músicos, um baita evento cultural.
Porém curiosamente nunca havia tomado a atitude em assistir uma apresentação, talvez pela falta de uma companhia que também apreciasse este estilo.
Fiquei sabendo pela televisão que a Orquestra Sinfônica de São José dos Campos faria uma apresentação. Por instantes pensei: “Deixa para próxima!” Deixar para próxima? Está ai a grande oportunidade.
A apresentação aconteceu no último dia 23 ás 20horas no Teatro Municipal de São José. Confesso a você que fui desacreditado, até porque eu não iria comparar a orquestra de São José com a de São Paulo, Moscou ou Berlim, das quais acompanho pela TV Cultura.
Mas fui, sinceramente não sabia nem que roupa eu deveria usar para um evento desse. Cheguei ao Teatro Municipal que nem um padre após a missa ou um orador de formatura.
Foi FANTÁSTICO, desde os Solistas e músicos até o público que preenchia os quase 500 lugares do Teatro. A programação contou com operas de Carlos Gomes e Mozart.
Quanto custou tudo isso? Apenas 13 reais (mais barato do que cinema).
Quem não conhece, a orquestra Sinfônica de São José dos Campos desde 2006 é composta por 47 músicos mais o regente, Maestro Marcello Stasi.
Fica aqui então o meu convite para você que também admira concertos e gosta de música.
A orquestra Sinfônica se apresenta uma vez por mês no teatro municipal que fica no Shopping do Centro. Prestigie!
Um programa diferente e uma verdadeira aula para entendermos por exemplo porque Beethoven, Chopin e Mozart foram um dos maiores compositores eruditos da história.
- Mais informações acesse o site da Fundação Cultural Cassiano Ricardo: www.fccr.org.br
domingo, 4 de outubro de 2009
quinta-feira, 9 de julho de 2009
SUUUU-CEESSS-SSSOOOO!!!!!!!!!!!
terça-feira, 7 de julho de 2009
Artigo Game premia estupro e pedofilia!
-Carlos Alberto Di Franco
Tudo começa numa estação do metrô, onde o jogador encontra uma mulher e começa a molestá-la. Os estupros ocorrem primeiro no trem e depois em um parque da cidade. Se o criminoso conseguir fotografar a vítima nua e chorando, ele tem acesso às duas filhas da vítima e também as violenta e, depois, obriga todas a abortar. Se o leitor imagina que estou relatando mais um caso escabroso de crime sexual, errou. Trata-se de uma reportagem, dura e dramaticamente verdadeira, sobre o mercado informal de entretenimento. Renato Machado, repórter do jornal O Estado de S.Paulo, radiografou o conteúdo e comercialização de games vendidos livremente na internet e nas ruas de São Paulo.A reportagem do jornal encontrou o jogo japonês para computador Rapelay nos catálogos de pelo menos cinco vendedores ambulantes que trabalham na região das Ruas Santa Efigênia e Timbiras, no centro de São Paulo.
O Rapelay foi produzido em 2006 pela empresa japonesa Ilusion e no fim do ano passado chegou a outros países. Os jogos podem facilmente ser baixados pela internet, em sites de compartilhamento.Além de ter como foco a violência sexual, o jogo também choca ao mostrar casos de pedofilia, pois uma das vítimas usa um uniforme de estudante colegial e a outra tem 10 anos de idade, Segundo resenhas publicadas sobre o jogo, o estupro contra a segunda é feito em um quarto com ursos de pelúcia. Após elas engravidarem, o criminoso tem de convencê-las a abortar, ou será jogado por elas nos trilhos do trem.O Ministério Público Federal (MPF) tomou conhecimento da existência do jogo por meio de um oportuno alerta da juíza da 16a Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo Kenarik Bouijkian Felippe. Como faz parte do Grupo de Estudos de Aborto, ela recebeu um e-mail com o conteúdo do Repelay e repassou para o MPF.O caso está sendo investigado pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos do MPF. De acordo com o procurador da República Sérgio Suiama, uma das dificuldades para abrir uma investigação criminal é que a legislação brasileira não tipifica o abuso sexual simulado de crianças, adolescentes e adultos. "É um absurdo um jogo em que o objetivo seja um estupro, mas infelizmente não há preceitos legais para analisarmos o caso.
Ele faz parte de uma grande discussão jurídica sobre até onde vai a liberdade de expressão e onde começa o crime", diz.Conversei com o procurador. O que ele percebe, com razão, é a dificuldade de reprimir um jogo produzido em outro país e que aqui só é comercializado clandestinamente. Combater a pirataria é importante, mas, como todos sabemos, não é nada fácil. Ademais, sublinha Sérgio Suiama, o monitoramento dos sites de compartilhamento é extremamente complicado. Esbarramos na dramática carência de normas internacionais que, de fato, sejam capazes de enfrentar os excessos do mundo virtual.As empresas de comunicação e entretenimento, os legisladores, a sociedade e a família têm papel fundamental na luta contra ações criminosas e marcadamente antisociais. Cabe-nos a responsabilidade de falar claro. A liberdade de expressão termina onde começa o crime e o desrespeito aos valores éticos fundamentais. Produzir e comercializar um jogo que premia estupro e pedofilia é crime de primeira grandeza. A impunidade é uma arma devastadora da estabilidade social. É preciso encontrar mecanismos legais eficientes na repressão desses delitos.Nós, jornalistas, formadores de opinião e empresários da comunicação, precisamos assumir firmemente a bandeira da cidadania. Devemos defender editorialmente as fronteiras que separam a liberdade de expressão do simulacro da liberdade. A falsa liberdade desemboca facilmente no crime hediondo. Matérias como as do repórter Renato Machado estão na melhor linha do jornalismo de qualidade.
**Carlos Alberto Di Franco, diretor do Master em Jornalismo, professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra
Tudo começa numa estação do metrô, onde o jogador encontra uma mulher e começa a molestá-la. Os estupros ocorrem primeiro no trem e depois em um parque da cidade. Se o criminoso conseguir fotografar a vítima nua e chorando, ele tem acesso às duas filhas da vítima e também as violenta e, depois, obriga todas a abortar. Se o leitor imagina que estou relatando mais um caso escabroso de crime sexual, errou. Trata-se de uma reportagem, dura e dramaticamente verdadeira, sobre o mercado informal de entretenimento. Renato Machado, repórter do jornal O Estado de S.Paulo, radiografou o conteúdo e comercialização de games vendidos livremente na internet e nas ruas de São Paulo.A reportagem do jornal encontrou o jogo japonês para computador Rapelay nos catálogos de pelo menos cinco vendedores ambulantes que trabalham na região das Ruas Santa Efigênia e Timbiras, no centro de São Paulo.
O Rapelay foi produzido em 2006 pela empresa japonesa Ilusion e no fim do ano passado chegou a outros países. Os jogos podem facilmente ser baixados pela internet, em sites de compartilhamento.Além de ter como foco a violência sexual, o jogo também choca ao mostrar casos de pedofilia, pois uma das vítimas usa um uniforme de estudante colegial e a outra tem 10 anos de idade, Segundo resenhas publicadas sobre o jogo, o estupro contra a segunda é feito em um quarto com ursos de pelúcia. Após elas engravidarem, o criminoso tem de convencê-las a abortar, ou será jogado por elas nos trilhos do trem.O Ministério Público Federal (MPF) tomou conhecimento da existência do jogo por meio de um oportuno alerta da juíza da 16a Vara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo Kenarik Bouijkian Felippe. Como faz parte do Grupo de Estudos de Aborto, ela recebeu um e-mail com o conteúdo do Repelay e repassou para o MPF.O caso está sendo investigado pelo Grupo de Repressão a Crimes Cibernéticos do MPF. De acordo com o procurador da República Sérgio Suiama, uma das dificuldades para abrir uma investigação criminal é que a legislação brasileira não tipifica o abuso sexual simulado de crianças, adolescentes e adultos. "É um absurdo um jogo em que o objetivo seja um estupro, mas infelizmente não há preceitos legais para analisarmos o caso.
Ele faz parte de uma grande discussão jurídica sobre até onde vai a liberdade de expressão e onde começa o crime", diz.Conversei com o procurador. O que ele percebe, com razão, é a dificuldade de reprimir um jogo produzido em outro país e que aqui só é comercializado clandestinamente. Combater a pirataria é importante, mas, como todos sabemos, não é nada fácil. Ademais, sublinha Sérgio Suiama, o monitoramento dos sites de compartilhamento é extremamente complicado. Esbarramos na dramática carência de normas internacionais que, de fato, sejam capazes de enfrentar os excessos do mundo virtual.As empresas de comunicação e entretenimento, os legisladores, a sociedade e a família têm papel fundamental na luta contra ações criminosas e marcadamente antisociais. Cabe-nos a responsabilidade de falar claro. A liberdade de expressão termina onde começa o crime e o desrespeito aos valores éticos fundamentais. Produzir e comercializar um jogo que premia estupro e pedofilia é crime de primeira grandeza. A impunidade é uma arma devastadora da estabilidade social. É preciso encontrar mecanismos legais eficientes na repressão desses delitos.Nós, jornalistas, formadores de opinião e empresários da comunicação, precisamos assumir firmemente a bandeira da cidadania. Devemos defender editorialmente as fronteiras que separam a liberdade de expressão do simulacro da liberdade. A falsa liberdade desemboca facilmente no crime hediondo. Matérias como as do repórter Renato Machado estão na melhor linha do jornalismo de qualidade.
**Carlos Alberto Di Franco, diretor do Master em Jornalismo, professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Michael, o astro que deixou bons exemplos!
Na última sexta-feira o mundo voltou os olhos para Michael Jackson, mas não era um anúncio de alguma polêmica judicial, uma música ou de um grande show. Era o anúncio de que o maior astro da música pop havia morrido.Garanto que quem era fã ou não demorou para acreditar na notícia que acabara de ouvir, por mais que Michael Jackson não estivesse na ativa a alguns anos.
Sei que quem não apreciava o seu talento, deve ter ficado impaciente em ter acompanhado neste último final de semana vários programas e artistas falando sobre o cantor. Mas te digo, foi pouco, imagine se ele estivesse bem de saúde como a 10 ou 15 anos atrás.
O que estou realmente convicto é que poucas pessoas conheciam Michael Jackson. Nesse mundo em que julgar é a opção mais adequada para falar de alguém, ficou visível para mim que nestes 45 anos de sucesso o que pesou foi o cantor pedófilo, o que adorava esbanjar dinheiro, o endividado.
Até o seu bendito pai se é que posso chamar uma criatura de pai como o senhor Joe Jackson, disse neste último domingo que não achava que a morte do filho traria tanta comoção em todo mundo. Hunf....francamente!
Bom, também me baseio naquilo que pude acompanhar de sua carreira através de seus shows, entrevistas, livros, documentários e etc. As mesmas mídias que você também pode ter acesso eu tive. Mas não o julgo e mancho sua carreira por acusações que até hoje não foram provadas, fatos que tiveram um fim muito mal explicado. Um levantamento de acusações que mais tiveram a intenção de lucrar dinheiro nas costas do cantor.
Fiquei chateado com a morte de Michael Jackson, passei a admirá-lo e acompanha-lo por causa de minha mãe e tios que gostavam do cantor.
Infelizmente não peguei a época de ouro do cantor, mas o final da década de 80 e início da de 90 foi o suficiente para ter idéia da tamanha grandeza de seu talento e de sua pessoa.
Creio que foi uma grande perda não só para música, mas ele como cantor, compositor, ator, dançarino, publicitário, escritor, produtor, diretor, poeta, instrumentista, ilusionista e empresário. Foi a morte de um “Elvis Presley” que não acompanhei em 1978.
Não estou aqui para defender Michael Jackson, acho que cada um tem sua opinião e acredita naquilo que quer.
Fica aqui a homenagem a uma pessoa que no mundo do dinheiro, foi uma das únicas que mais se preocupou com as crianças (sua fonte de inspiração), com a fome, com a pobreza no continente africano e com todos outros problemas sociais que o mundo convive, sempre destinando boa parte do seu lucro para ajudar os outros.
A quem era espancado e humilhado pelo “pai” quando criança, teve a hombridade em mostrar a todos que ele um dia iria crescer e ser reconhecido mundialmente com uma humildade fantástica.
Que essas boas atitudes solidárias e sua humildade seja sempre um exemplo para todos nós e para toda vida!
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Muricy Ramalho, o vizinho do 74
Por José Trajano – Diretor de Jornalismo da TV ESPN Brasil – 22/06/2009
Somos vizinhos há mais de dez anos. E raramente nos vemos no condomínio. Moramos em prédios diferentes, e jamais fora a seu apartamento. Nossos filhos, porém, são amigos. Jogam bola e participam de torneios de videogame no salão de festas. Na noite de sexta-feira, o vizinho do 74 era o nome mais falado da cidade. Todos os telejornais e sites divulgavam com alarde que ele havia sido demitido do emprego. Um emprego e tanto! E, então, decidi visitá-lo.
Resolvi interfonar para não usar a prerrogativa de ser vizinho. Ele não estava, mas deixei recado com sua mulher que se chegasse e estivesse disposto a conversar, me telefonasse. Poucos minutos depois, ele ligou e pediu que fosse até lá. No caminho, fiquei pensando que deveria estar cercado de gente, de amigos, ex-companheiros de clube ou coisa parecida.
Qual não foi a minha surpresa quando me recebeu com a porta já aberta e sozinho na sala.
Ao contrário do que imaginava, estava tranquilo e sereno. Sem nenhuma ponta de mágoa, rancor, bronca. Parecia ter tirado um peso das costas. Seu rosto revelava a certeza de que havia saído de cabeça erguida e com a sensação do dever cumprido. Fora o momento que se queixou de Cuca, por ter ligado ao presidente Juvenal para pedir conselho se deveria sair ou continuar no Flamengo, atitude que ele enxergou como falta de ética, o vizinho conversou sobre tudo com muita tranquilidade.
Para ele, a diretoria anda mais preocupada com o Morumbi do que com o time. Os cartolas só pensam no estádio, na Copa do Mundo de 2014, e os problemas do time ficaram em segundo plano. E havia problemas no elenco. Falta de parceria, disse. Que eu entendi como ciumeira de alguns jogadores com os novos que chegaram este ano. Sem levantar a voz ou tentar se desculpar pelos maus resultados, o vizinho lamentou não ter conseguido Conca como reforço. “Ele esteve duas vezes aqui, mas o negócio não vingou”, disse. Um bom meia de ligação teria feito o time jogar diferente, com mais liga entre a defesa e o ataque, sem precisar jogar à base de lançamentos longos para o setor ofensivo.
O vizinho desconfiava que, mais cedo ou mais tarde, a demissão iria acontecer, porque ele não tem o jeitão que alguns dirigentes imaginam para um técnico do São Paulo. Não é de frequentar bons restaurantes para fazer companhia aos cartolas, não gosta de interferências na contratação de reforços e acredita até que a maneira de se vestir deixava essa turma incomodada. “É o meu jeito, simples, sem frescura, sem afetação, que as vezes eles não gostam.”Toquei na decisão que tomamos em não mais ouvi-lo depois de uma entrevista que achei grosseira . Ele disse que não guardou mágoa e que somos meio parecidos na defesa de quem trabalha com a gente. Até os filhos brincaram com ele, achando que andava meio rabugento.
Já era de madrugada quando fui embora. Um pouquinho antes de sair, chegaram Pi e Fabinho, dois de seus três filhos. O vizinho me contou que o Pi (sou testemunha que joga muita bola) voltou muito irritado do Morumbi depois da derrota para o Cruzeiro e prometeu não torcer mais pelo São Paulo. O vizinho discordou do filho e disse que não podia abrir mão de sua paixão, que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.Voltei para casa com a impressão de que meu vizinho é mesmo aquilo que diz. Gosta de ficar em casa, em companhia da família, dos cachorrinhos que leva sempre para passear, de lavar louça para passar a ansiedade e de ir ao sítio em Ibiúna para descansar. É um cara simples, um trabalhador do esporte. Sem banca, sem arrogância, não tem nada de “professor”.
Ele sabe que foi a derrota da arquibancada para a numerada. Mas sabe também que saiu por cima. A torcida gritou seu nome a todo instante, e isso ele não esquecerá nunca. Quer dar uma parada, já jogou no lixo tempos atrás uma proposta milionária do Catar, mas não creio que fique parado por muito tempo. Continuo achando que precisa ter mais educação nas entrevistas, após uma partida, mas me conquistou pela sinceridade e autenticidade.
É um bom sujeito o vizinho do 74. Boa sorte para ele.
***
Fonte: www.espn.com.br/josetrajano
Somos vizinhos há mais de dez anos. E raramente nos vemos no condomínio. Moramos em prédios diferentes, e jamais fora a seu apartamento. Nossos filhos, porém, são amigos. Jogam bola e participam de torneios de videogame no salão de festas. Na noite de sexta-feira, o vizinho do 74 era o nome mais falado da cidade. Todos os telejornais e sites divulgavam com alarde que ele havia sido demitido do emprego. Um emprego e tanto! E, então, decidi visitá-lo.
Resolvi interfonar para não usar a prerrogativa de ser vizinho. Ele não estava, mas deixei recado com sua mulher que se chegasse e estivesse disposto a conversar, me telefonasse. Poucos minutos depois, ele ligou e pediu que fosse até lá. No caminho, fiquei pensando que deveria estar cercado de gente, de amigos, ex-companheiros de clube ou coisa parecida.
Qual não foi a minha surpresa quando me recebeu com a porta já aberta e sozinho na sala.
Ao contrário do que imaginava, estava tranquilo e sereno. Sem nenhuma ponta de mágoa, rancor, bronca. Parecia ter tirado um peso das costas. Seu rosto revelava a certeza de que havia saído de cabeça erguida e com a sensação do dever cumprido. Fora o momento que se queixou de Cuca, por ter ligado ao presidente Juvenal para pedir conselho se deveria sair ou continuar no Flamengo, atitude que ele enxergou como falta de ética, o vizinho conversou sobre tudo com muita tranquilidade.
O vizinho desconfiava que, mais cedo ou mais tarde, a demissão iria acontecer, porque ele não tem o jeitão que alguns dirigentes imaginam para um técnico do São Paulo. Não é de frequentar bons restaurantes para fazer companhia aos cartolas, não gosta de interferências na contratação de reforços e acredita até que a maneira de se vestir deixava essa turma incomodada. “É o meu jeito, simples, sem frescura, sem afetação, que as vezes eles não gostam.”Toquei na decisão que tomamos em não mais ouvi-lo depois de uma entrevista que achei grosseira . Ele disse que não guardou mágoa e que somos meio parecidos na defesa de quem trabalha com a gente. Até os filhos brincaram com ele, achando que andava meio rabugento.
Já era de madrugada quando fui embora. Um pouquinho antes de sair, chegaram Pi e Fabinho, dois de seus três filhos. O vizinho me contou que o Pi (sou testemunha que joga muita bola) voltou muito irritado do Morumbi depois da derrota para o Cruzeiro e prometeu não torcer mais pelo São Paulo. O vizinho discordou do filho e disse que não podia abrir mão de sua paixão, que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.Voltei para casa com a impressão de que meu vizinho é mesmo aquilo que diz. Gosta de ficar em casa, em companhia da família, dos cachorrinhos que leva sempre para passear, de lavar louça para passar a ansiedade e de ir ao sítio em Ibiúna para descansar. É um cara simples, um trabalhador do esporte. Sem banca, sem arrogância, não tem nada de “professor”.
Ele sabe que foi a derrota da arquibancada para a numerada. Mas sabe também que saiu por cima. A torcida gritou seu nome a todo instante, e isso ele não esquecerá nunca. Quer dar uma parada, já jogou no lixo tempos atrás uma proposta milionária do Catar, mas não creio que fique parado por muito tempo. Continuo achando que precisa ter mais educação nas entrevistas, após uma partida, mas me conquistou pela sinceridade e autenticidade.
É um bom sujeito o vizinho do 74. Boa sorte para ele.
***
Fonte: www.espn.com.br/josetrajano
segunda-feira, 25 de maio de 2009
É muito fácil ser motorista.
Faz quanto tempo que você tirou sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação)? Muito tempo? Pouco tempo?
Enfim como você (sinceramente falando) se avalia como motorista?
Rodando pelas ruas de São José dos Campos e região, já reparou na quantidade de frações que o motorista, ou melhor, condutor apronta nas ruas e avenidas?
É incrível, as vezes saio de casa e começo a contar, por mais que eu percorra poucos quilômetros, a quantidade de erros graves que vejo por ai não cabem nos 10 dedos das minhas mãos. Agente escuta que a fiscalização é dura, que existem marronzinhos para todo canto, radar eletrônico, radar móvel, câmeras e etc, um verdadeiro Big Brother.
Mas por um acaso tudo isso inibe os motoristas ou a fiscalização não é tão rigorosa assim?
Moro na zona Oeste de São José, vou falar verdade, vejo tanta palhaçada em cada esquina que me da vontade de tirar uma foto do veículo do cidadão e meter a boca no trombone.
Aqui você encontra fulano que estaciona o carro em cima da calçada, literalmente em cima dela, aproveitando que a calçada é larga serve como um estacionamento para o calhambeque dele.
Esses dias reparei numa moça que estava com seu bebê empurrando com carrinho, e um sem educação que sempre estaciona o carro na vertical em frente do seu portão, fez com que ela atravessasse pela rua (numa via de movimento constante). Depois a culpa é do pedestre que leva a fama de andar no meio da rua (isso é verdade também não vamos mentir).
Outra situação, estacionar o carro na esquina (Jesus Amado), obrigando você fazer uma manobra imensa para poder entrar com seu carro numa próxima rua.
Semana passada uma criatura estacionou sem dar seta, porque eu acho que ele não conhece o que é isso, parou o carro na esquina e mais estacionado do que isso numa esquina não existe. Logo depois ele desceu e cruzou os braços como se estivesse tudo bem.
Nessas horas eu paro para pensar como é caro ser motorista no Brasil, quanta gente fatura em cima disso para preparar maus condutores. Maus não, péssimos.
Ano passado o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aumentou a carga horária do curso teórico para 45 horas, antes eram 30 horas. Já para o curso prático de 15 foram para 20 horas. Essa lei começou a valer em Janeiro deste ano.
Por um acaso quem nunca pegou num volante, esta preparado para guiar um automóvel com 20 horas de curso prático, mesmo sendo aprovado no exame final?
Acho que por mais que a preparação na auto-escola seja precária, o bom censo sempre deve falar mais alto.
Vamos ser mais educado motoristas!
(Matéria publicada no Jornal Diário da Região - 21/05/2009 por mim rs...)
Enfim como você (sinceramente falando) se avalia como motorista?
Rodando pelas ruas de São José dos Campos e região, já reparou na quantidade de frações que o motorista, ou melhor, condutor apronta nas ruas e avenidas?
É incrível, as vezes saio de casa e começo a contar, por mais que eu percorra poucos quilômetros, a quantidade de erros graves que vejo por ai não cabem nos 10 dedos das minhas mãos. Agente escuta que a fiscalização é dura, que existem marronzinhos para todo canto, radar eletrônico, radar móvel, câmeras e etc, um verdadeiro Big Brother.
Mas por um acaso tudo isso inibe os motoristas ou a fiscalização não é tão rigorosa assim?
Moro na zona Oeste de São José, vou falar verdade, vejo tanta palhaçada em cada esquina que me da vontade de tirar uma foto do veículo do cidadão e meter a boca no trombone.
Aqui você encontra fulano que estaciona o carro em cima da calçada, literalmente em cima dela, aproveitando que a calçada é larga serve como um estacionamento para o calhambeque dele.
Esses dias reparei numa moça que estava com seu bebê empurrando com carrinho, e um sem educação que sempre estaciona o carro na vertical em frente do seu portão, fez com que ela atravessasse pela rua (numa via de movimento constante). Depois a culpa é do pedestre que leva a fama de andar no meio da rua (isso é verdade também não vamos mentir).
Outra situação, estacionar o carro na esquina (Jesus Amado), obrigando você fazer uma manobra imensa para poder entrar com seu carro numa próxima rua.
Semana passada uma criatura estacionou sem dar seta, porque eu acho que ele não conhece o que é isso, parou o carro na esquina e mais estacionado do que isso numa esquina não existe. Logo depois ele desceu e cruzou os braços como se estivesse tudo bem.
Nessas horas eu paro para pensar como é caro ser motorista no Brasil, quanta gente fatura em cima disso para preparar maus condutores. Maus não, péssimos.
Ano passado o Contran (Conselho Nacional de Trânsito) aumentou a carga horária do curso teórico para 45 horas, antes eram 30 horas. Já para o curso prático de 15 foram para 20 horas. Essa lei começou a valer em Janeiro deste ano.
Por um acaso quem nunca pegou num volante, esta preparado para guiar um automóvel com 20 horas de curso prático, mesmo sendo aprovado no exame final?
Acho que por mais que a preparação na auto-escola seja precária, o bom censo sempre deve falar mais alto.
Vamos ser mais educado motoristas!
(Matéria publicada no Jornal Diário da Região - 21/05/2009 por mim rs...)
segunda-feira, 4 de maio de 2009
15 anos de Saudades....
Isso é Ayrton Senna!
1° de Maio de 2009 - 15 anos de Saudades!
O difícil vai ser explicar para os nossos netos um dia, o que realmente significou este mito nas nossas vidas. Inigualável.
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